Women In Music: Shania Twain menciona Meghan Trainor e agradece Kesha
17.12.2016
• publicado por Diego Brambilla em Notícias, prêmios

No último dia 09 de dezembro, a cantora e compositora Shania Twain foi uma das homenageadas no Billboard Women In Music, um evento anual que presta tributo às mulheres com maiores contribuições para a indústria da música. “Eu acho que tinha 3 anos quando me dei conta de que era isso que deveria ser para o resto da vida“, disse Twain, agora com 51 anos, em um vídeo antes da premiação.

Acho que quando você se torna tão grande e causa tanto impacto na música como ela fez, você é um ícone“, comentou a cantora country Kelsea Ballerini, que também se apresentou em uma participação especial no CMT Artists Of The Year em outubro, quando Twain foi homenageada com o prêmio “Artist Of a Lifetime” (Artista de toda uma vida).

“Eu acho que, como compositora, ela é muito verdadeira. Ela não se importa com o que dizem, de um jeito bom. Ela meio que diz exatamente o que está no seu coração”. – Shawn Mendes

Recebendo o prêmio de ‘Ícone” das mãos do artista pop Nick Jonas, a cantora agradeceu Kesha e disse que sentiu falta da cantora Meghan Trainor, que não compareceu o evento, devido à recomendações médicas quanto a um problema vocal. O Women In Music, foi transmitido pelo canal Lifetime no último dia 12 e irá ao ar no Brasil pelo mesmo canal, no próximo dia 25.

“Por trás de toda boa mulher há um bom homem, mas por trás dele tem outra mulher ainda melhor” – Shania Twain

Confira abaixo o discurso de Twain completo e traduzido:

Shania Twain no Billboard Women In MusicMuito obrigada. Essa é uma experiência enriquecedora e no começo da tarde, eu estava vibrando e me sentindo animada sobre o poder das mulheres na indústria da música. Eu ainda estou me sentindo assim, mas eu já entrei em um estado mais sentimental por causa principalmente, da falta de ver Meghan Trainor cantando, sabendo como é ter problemas com a voz. É muita pressão ser uma artista e você não precisa ser mulher pra saber disso, Nick conhece isso muito bem, esse sentimento de ter de viver no limite, tendo que manter tudo certo com a sua voz. Então Meghan, sentimos sua falta hoje a noite e espero que você se recupere logo e saia dessa.

Eu também quero agradecer Kesha por ter aberto seu coração sobre ela mesma e, é nisso que a composição consiste. pra mim, pessoalmente. Eu acho que o valor e a terapia da música está no que eu posso e me sinto confortável para expressar. Eu acho que a música é a minha plataforma para dizer o que está na minha mente e no meu coração e é onde eu me sinto segura para compartilhar isso com todos vocês.

Eu também quero agradecer os homens por trás de nós, pois há vários apoiadores, grandes e poderosos homens por trás de nós e dizer que muitos dizem que por trás de um bom homem há sempre uma boa mulher, eu digo que por trás de toda boa mulher há um bom homem, mas por trás dele tem outra mulher ainda melhor. Homens e mulheres, eu agradeço a todos. Eu me sinto honrada e parabéns a todos os que estão aqui. Obrigada!

Shania Twain recebe prêmio ‘Ícone’ no Billboard Women in Music
09.12.2016
• publicado por Diego Brambilla em Notícias, prêmios

A todas as crianças que riram de mim por cantar “Man! I Feel Like a Woman!“, disse Nick Jonas, antes de entregar a Shania Twain o prêmio de “Ícone” no Billboard Women in Music 2016. “Tomem — eu vou ganhar um abraço.

A lendária cantora e compositora tomou o palco em Nova York para receber o prêmio nesta sexta, a cereja do bolo frente aos seus 35 milhões de álbuns vendidos e 5 Grammy Awards. “Eu acho que tinha 3 anos quando me dei conta de que era isso que deveria ser para o resto da vida“, disse Twain, em um vídeo antes da premiação. Para a edição do Billboard Women in Music, Twain falou sobre os trabalhos em novas músicas para o novo álbum, o primeiro desde “Up!” de 2002.

“Nós todos sabemos que o único jeito de chegar aqui, é sonhando, trabalhando muito arduamente e sendo corajosa” – Shania Twain

Apesar disso, não foi apenas festa — Twain falou sobre sua simpatia por Meghan Trainor, que não pôde comparecer para receber seu prêmio pessoalmente por problemas vocais, e por Kesha, que fez um discurso emocionante sobre seus problemas de saúde mental e com seu antigo produtor Dr. Luke. “Eu quero agradecer à Kesha por ter sido franca”, disse Twain. “É disso que se trata a composição.

Shania Twain no Billboard Women in Music

Apesar do fato de que ela estava recebendo o prêmio de “Ícone“, Twain tentou enfatizar de que ela ainda é um ser humano. “Nem sempre sou forte, nem sempre me sinto corajosa ou confiante“, disse ela. “Mas em um dia como hoje, celebrando as mulheres que foram além na indústria — nós todos sabemos que o único jeito de chegar aqui, é sonhando, trabalhando muito arduamente e sendo corajosa“.

Twain encerrou seu discurso agradecendo a todos os homens que a apoiaram sua carreira, enquanto disse em meio às risadas, “Eu tenho que dizer que por trás de toda boa mulher há um bom homem, mas por trás dele há uma mulher ainda melhor“.

Twain é uma das várias homenageadas no Women in Music 2016. Entre as homenageadas deste ano estão Madonna, Halsey, Andra Day, Meghan Trainor, Maren Morris, Kesha e Alessia Cara. O Billboard Women In Music vai ao ar no dia 12 de dezembro às 9 p.m. ET no canal Lifetime.

Fonte: Billboard

Shania Twain fala sobre seu triunfante novo álbum e a fama depois dos 50
05.12.2016
• publicado por Diego Brambilla em prêmios

Quando Eilleen Twain estava com 12 anos – ainda não era Shania, nem uma estrela global – seu professor de música a pediu pra cantar uma música em um concerto da escola em Ottawa, Ontário. Apesar de ela estar cantando profissionalmente desde os 8 anos, muitas vezes para ajudar seus pais a pagar as contas, a performance a deixava nervosa, ela sentiu isso na bexiga. Quando o MC chamou seu nome, ela estava sentada com os trompetes de sua orquestra da escola e sentiu um gotejamento quente descendo sua perna. Pensando rápido, ela jogou o copo de água que estava perto de sua cadeira e disse, “Droga! Eu derramei minha água!” Então ela foi para o centro do palco com seu violão e nocauteou a todos.

Shania Twain novo álbum e a fama depois dos 50 Todo artista de sucesso duradouro tem seu instinto de sobrevivência, mas Shania Twain está no território de Joana D’Arc. Sua empobrecida infância em Ontário, é detalhada em sua autobiografia campeã de vendas “From This Moment On” ao estilo de Dickens: pais que não tinham sempre dinheiro para doces e se mudavam de um lugar para o outro, às vezes para evitar o aluguel; cinco crianças que dormiam no chão sujo dos porões; um pai que era violento com sua mãe, levando-a a depressão crônica. Uma das primeiras composições de Twain chamava “Won’t You Come Out to Play” – um apelo para que sua mãe saísse da cama.

Tudo isso aconteceu antes de seus 22 anos, quando Twain estava morando em Toronto, tentando fazer sucesso como cantora-compositora, e recebeu uma ligação dizendo que seus pais haviam falecido em um acidente de carro. Para manter a ela e aos seus irmãos mais novos, ela aceitou um trabalho no estilo de Las Vegas em Huntsville, Ontário, onde vivia em uma cabine sem água encanada e lavava as roupas em um rio. “A música sempre foi minha maior terapia,” reflete Twain, hoje com 51 anos. “Sempre foi. É uma ótima amiga.

Sua vida e sorte, mudaram dramaticamente no começo dos anos 90, quando ela se mudou para Nashville e sua voz foi notada. O resto é história: 35 milhões de álbuns vendidos nos Estados Unidos, de acordo com a Nielsen Music, a maior de todas as cantoras country dos últimos 25 anos. Quatro nº1 na parada Billboard’s Top Country Albums e sete na Hot Country Songs. 5 Grammys, 6 Billboard Music Awards, 5 American Music Awards. E mais, um álbum esmagador, “Come On Over”, que mantém o recorde com mais semanas no topo do Top Country Albums, com 15.7 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, sendo o álbum mais vendido por uma mulher (ou artista solo) desde que a Nielsen começou a marcar as vendas em 1991.

Twain foi a rainha do crossover dos anos 90, juntando o country e o pop com hits infecciosos que eram animados e empoderadores. Em canções como “You’re Still The One”, “Man! I Feel Like A Woman!” e “Honey, I’m Home”, Twain injetou a vibração do country com a masculinidade do rock ‘n’ roll e o desafio feminista, lançando-se como uma garota moderna auto-suficiente: divertida, amorosa mas ambiciosa, sensual mas resistente e sem medo de rimar “estresse” com “TPM.”

Shania Twain novo álbum e a fama depois dos 50

O country que eu cresci ouvindo era ousado

Shania mostrou a toda a indústria da música que havia novas opções para onde levar sua carreira na música country, como selvagemente poderia expandi-la”, disse Taylor Swift. “Ela incorporou muitos elementos no que representou – ela criou moda, era sexy. Você tinha a impressão de que ela dizia exatamente o que passava na cabeça. Ela era escritora, contadora de história e performer dinâmica do maior calibre. Ela era forte e ela era sensível. Ela passou por tantos problemas extremos e dor na sua vida e perseverou. Ela era elegante, nervosa e ousada. Shania se tornou uma das mulheres favoritas de todos porque ela representou o quão versátil uma mulher pode ser.

O country que eu cresci ouvindo era ousado”, diz Shania hoje, enrolada em um moletom camuflado e um jeans em uma suíte no The London West Hollywood. Essas tantas estrelas fora do padrão que gravitaram em torno dela – Dolly Parton, Willie Nelson – “não eram cortadores de biscoitos”, ela diz. “Alguns deles eram realmente rudes. Alguns deles tinham antecedentes criminais! Eles estavam a mundos de distância estilisticamente, eram únicos e originais.

Mas quando ela foi notada em Nashville, ficou “um pouco desapontada” ao descobrir que “aquele tipo de espírito não era realmente aceitável”, lembra Twain. “Era muito radical, e eu me senti insegura e como se eu não pertencesse àquilo.” As canções que foram dadas a ela para o seu álbum de estréia eram estereotipadas. A atitude da indústria em relação ao sensual, era no momento, mole. A CMT baniu o vídeo de seu primeiro single, “What Made You Say That”, por causa de sua barriga à mostra.

Foi uma insatisfação que levou Twain a repensar no que uma estrela country poderia realmente ser. “Ela foi a pessoa que mais trabalhou duro que qualquer outro que encontrei”, diz Luke Lewis, que era presidente da Mercury Nashville quanto Twain começou. “Eu perguntei a ela quais eram seus sonhos, e ela disse, ‘Eu quero ser maior que Garth Brooks.’

Ela era indiscutivelmente ela mesma,” diz a cantora Kelsea Ballerini, que cita Twain como uma influência ao nascer em 1993, ano em que o primeiro álbum foi lançado. “Ela não tinha medo de nada.

A ambição de Twain valeu a pena: “Come On Over” levou oito singles até os 10 melhores do Hot Country Songs. Na época, você não passava por um shopping ou um posto de combustível sem ouvi-los. Em 1998, ela saiu para uma turnê de 18 meses, viajando em um ônibus personalizado de $1 milhão de dólares, com seu amado cavalo Dancer, de companhia. No começo dos anos 2000, os vídeos de Twain mostrando a barriga pareciam uma memória distante – apenas pense no seu cibernético macacão em “I’m Gonna Getcha Good!

Shania Twain novo álbum e a fama depois dos 50Uma nova geração de vocalistas femininas agora a vê como uma pioneira. “Eu aprendi a pensar fora da caixa dos gêneros e do status assistindo ela se reinventar. Eu sempre serei grata pelas chances e os riscos que ela correu”, diz Swift. No CMT Artists of the Year em Outubro, Twain recebeu um tributo que cruzou gêneros de Ballerini (country), Meghan Trainor (pop) e Jill Scott (R&B). Em seu show em Nashville em agosto, o rapper e conterrâneo canadense Drake disse a plateia que “cresceu sendo fã” e dedicou seu set a Twain, que estava na plateia.

E não foi depois dos 40 que, segundo Twain, “Eu percebi, ‘Oh, eu realmente mereço estar onde estou. Eu acho que mereci isso’”. Agora, depois de uma residência de dois anos em Vegas, ela está finalmente de volta a seu primeiro amor: a composição. “Eu estou muito satisfeita sendo uma pessoa criativa,” ela diz. “Eu preciso disso mais do que preciso ser uma performer. Compor, pra mim, é como cozinhar. Todo mundo tem que cozinhar algumas vezes. Por que não compor músicas?

No quarto ao lado de sua suíte de hotel, o marido de Twain, o empresário suíço Frédéric Thiébaud, trabalha silenciosamente em seu laptop. Sua presença é uma recordação das mais recentes conquistas de Twain. Em 2008, ela estava morando na Suíça com seu então marido, o produtor Robert John “Mutt” Lange, quando descobriu que ele estava tendo um caso com sua melhor amiga (e secretária dele), Marie-Anne Thiébaud. “Eu estava pronta pra morrer. Pra ir pra cama pra sempre e nunca mais levantar,” Twain escreveu em “From This Moment On. “Ou para machucar alguém.” Chocada e desprezada, ela se compadeceu do marido de Marie-Anne, Fred e, incrivelmente acabou se casando com ele, no dia de Ano Novo de 2011.

Foi realmente um cabo de guerra, tentar colocar em palavras todas essas emoções extremas e explicar para as pessoas no formato de uma música”, diz Twain. Em Lange, ela perdeu não só o companheiro da vida, mas também um colaborador crucial. Tendo trabalhado com AC/DC, Def Leppard e Bryan Adams, Lance alcançou Twain depois de seu primeiro álbum. Levou-a para Majorca e ajudou a criar seu novo som híbrido inovador. Foi arriscado e selvagemente bem-sucedido. A dupla acabou criando grandes álbuns como “The Woman in Me” (1995), “Come On Over” (1997) e “Up!” (2002)”.

Para Twain, os anos depois da separação foi um tempo de recuperação. Com treinos e reabilitação, ela fez seu retorno, se apresentando depois de sofrer uma incapacidade vocal (um processo documento em uma minissérie do Oprah Winfrey Network), viajando pela América do Norte (em sua “turnê de despedida” que ela afirma estar incompleta) e esteve em Vegas.

Eu não sabia por onde começar. Eu escrevi vários tipos de música, vários tipos de letras, vários tipos de melodia.

Embarcando em seu quarto lançamento, que ela espera estar completo antes do fim do ano, sem Lange foi libertante e assustador. “Foi um grande salto de coragem pra mim”, ela diz. “Eu não sabia por onde começar. Eu escrevi vários tipos de música, vários tipos de letras, vários tipos de melodia. Quem vai dizer, ‘Muito bem, vamos aperfeiçoar esse estilo?’ Eu não tinha essa direção, que eu tinha com Mutt.

Shania Twain novo álbum e a fama depois dos 50

No entanto, ela tinha uma caixa de som em Thiébaud (“Ele é um grande amante da música“), e produtores como o artista de 29 anos de idade, DJ Matthew Koma, que Twain conheceu através dela e do filho de 15 anos de Lange, Eja. “Esta é uma das primeiras vezes que eu comecei a trabalhar com alguém que estava reendereçando o que sua mensagem era depois de ter tido uma carreira tão grande e impactante“, diz Koma. “Ela não estava seguindo as regras que ela já tinha seguido.

Eu fiz muito das composições no banheiro”, Twain disse rindo. “Ou no porão. Ou na praia”. Ela escreveu muito do novo álbum na sua casa nas Bahamas, embora uma das canções foi escrita em closet do quarto de hotel. “É uma coisa estranha, mas eu preciso desse isolamento. Eu preciso me sentir sozinha e íntima com meus pensamentos.

Ela descreve seu produto final como um “tipo de esquizofrenia musical”, mas se mantém “viciante”. Não espere um credo de uma mulher injustiçada como o “Lemonade” de Beyoncé. “Eu falo muito sobre dor”, ela diz, “mas eu não sinto a necessidade de ser literal sobre raiva e ódio. É muito triunfante e no final, em me senti como, ‘Whew! Eu fiz isso com o álbum! Eu consegui escrever todas as músicas!’ Foi como uma montanha-russa emocional, e as letras refletem isso.

Eu não me sinto confortável me sentindo famosa ou importante. Apenas não dá certo comigo. Se eu pudesse ser bem-sucedida e não ser famosa, eu estaria melhor servida.

Seu próprio estilo eclético talvez apareça: Ela gosta de ouvir tudo desde Twenty One Pilots até Rufus Wainwright e Djs como Cashmere Cat e Hardwell. “Ter esse plano de fundo, fez eu me sentir um pouco mais corajosa, confiante e feliz sobre onde a música está indo”, ela diz. Olhando para o futuro, ela fantasia novas colaborações: um álbum de duetos (Sia está no topo de sua lista), talvez com um de seus ídolos. “Eu estive um show do Kanye West outra noite”, diz ela, “e nos bastidores, alguém me passou um telefone e diz, ‘Aqui, fala como o Stevie.’ E era Stevie Wonder. E eu estava conversando com ele e pensando, ‘Meu Deus, eu nunca cheguei a colaborar com ele’”.

Iluminada por uma visão Hollywoodiana, Twain reflete sobre quão longe ela chegou desde a infância. “Como você de repente sente que você pertence a isso, se você cresceu a vida toda não pertencendo? É realmente difícil mexer nesse interruptor. O sucesso não dá isso a você. Eu não me sinto confortável me sentindo famosa ou importante. Apenas não dá certo comigo. Se eu pudesse ser bem-sucedida e não ser famosa, eu estaria melhor servida.

À sua voz doce, ela acrescenta, “Eu passei grande parte da minha infância conturbada ou me sentindo insegura ou inadequada, Isso fica com você. É isso que aquele tipo de vida faz com você. Então, sim, eu tento aproveitar meu sucesso de diferentes maneiras, eu acho que finalmente estou começando a fazer isso agora.

Fonte: Billboard

O que Shania tem a dizer sobre suas músicas?
23.11.2016
• publicado por Diego Brambilla em especiais

Em 23 de novembro de 1999, estava sendo lançada a versão internacional do álbum “Come On Over”. O álbum se tornou o maior sucesso da carreira de Shania, se tornando também o álbum country com maior vendagem de todos os tempos. “Come On Over” já vendeu até hoje mais de 40 milhões de cópias.

Pensando nisso, resgatamos uma entrevista antiga de uma revista desconhecida. A publicação data do mesmo ano do lançamento do álbum e nela, Shania analisa cada canção do álbum. Para melhorar a leitura, listamos as canções conforme estão inseridas no álbum, obedecendo ao set original. Confiram:

You’re Still The One

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum "Come On Over"É uma das minhas cinco favoritas. É muito romântica, representa um amor bem sucedido, uma relação bem sucedida. Me lembra da minha, que era bem indesejada. Viemos de diferentes lugares do mundo, cenários diferentes, músicas diferentes. Enfim, de um lados completamente diferentes. Então essa é sobre nós e faz eu me sentir uma vencedora no amor. Como ganhei, também ganhei um casamento. Pela primeira vez, foi um sucesso, eu me sinto bem e essa música retrata isso.

NOTA: Na época, Shania ainda era casada com o seu produtor Robert John “Mutt” Lange. O casamento durou 14 anos, com processo de divórcio sendo concluído em 2010.

When

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum "Come On Over"“Eu amo o solo dessa música. Eu queria que o nome do álbum fosse “When” no começo. Eu quis chamar esse álbum de um milhão de coisas! Eu amo “When” demais, quando começa o solo, eu vou pra outro mundo! Foi escrita em duas horas. Estávamos no carro, dirigindo, eu estava com meu bloco de anotações. Essas letras apareceram e foi isso. E Mutt ficou dizendo, “Ah sim, ótimo, bom, ótimo.” Ele estava dirigindo, eu escrevendo, foi assim! Eu amo até onde ela vai, amo os contrastes. É meio que uma volta. É um pouco diferente. Essa é uma onde o conceito e a abordagem do modo como escrevi é muito criativa. Eu só me permiti ser criativa nela. Talvez tenha algum raciocínio para poder ter sentido, não tenho certeza, mas não me importo. Eu quero coisas que façam pensar. Eu quero que as pessoas usem a imaginação.”

From This Moment On

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum “Quando comecei a escrevê-la, eu escrevi para outro cantor. Eu estava pensando assim. Foi quando o “The Woman In Me” já estava no final e eu pensei, “eu tenho bastante tempo até o novo álbum. Eu quero escrever músicas para outras pessoas gravarem.” Essa era uma delas. Eu achei que ficaria ótima para Celine Dion. [Como um dueto] Começamos focando em quais partes seria bom para o alcance de um homem, e começamos a trabalhar nesse ponto. Bryan White foi a primeira escolha, a primeira pessoa que veio na cabeça, porque ele tem a melhor voz masculina da música country. Além da música country! Ele é um excelente cantor. Então ele precisava estar nessa gravação porque a canção precisa disso. Ela precisa de dinâmica.”

Black Eyes, Blue Tears

“Os abusos físicos estão sendo bem discutidos agora, e a intenção da música foi dar um olhar positivo para o fato de que agora estamos sendo educados sobre isso, vamos continuar. Eu conheço mulheres que passam por relações abusivas. A geração passada não foi educada, não tinha tantas saídas ou não eram tão conscientes das saídas. Agora elas são. Infelizmente, acontece, muitas mulheres se deprimem e quando você se deprime, a solução é sombria. Mesmo que ela esteja bem na sua frente, é difícil. Então minha mensagem é que o tempo cura, você pode seguir em frente, pode ter uma vida maravilhosa.

Thelma e Louise são exemplos perfeitos. Eu estava pensando, você pode ser assim. Você pode ser essas mulheres, você pode estar naquele carro, dirigindo pela rodovia, saindo dali, mas você não deve dirigir até um penhasco. E é disso que a canção trata. É sobre dar um passo por vez, dizer sim, ter sua liberdade. A vida está esperando por você. Você não precisa se jogar de um penhasco. Essa não é a única saída.”

I Won’t Leave You Lonely

“Outra volta musicalmente, outro estilo, outro som, um certo dueto de alguma forma, entre Mutt e eu. Musicalmente e humoristicamente, foi uma necessidade, um humor introduzido pela primeira vez entre tudo o que já fiz. Adicionou uma dimensão que deixou o CD bem equilibrado. Eu amo essa música. Eu acho que muitas pessoas serão capazes de entender o romance. Eu adorei escrevê-la. Eu realmente entrei nas letras porque sou um exemplo puro disso.”

Come On Over

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum

“De todas as 16, eu tenho quatro ou cinco que são minhas favoritas, e essa é uma delas. Eu amo demais essa música. Eu poderia tocá-la de novo e de novo. É muito divertida e me faz bem. É motivadora, tem um estilo leve, e Mutt fez um trabalho incrível, como em todas as músicas. Ele definitivamente colocou mágica nessa canção.”

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You’ve Got A Way

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum “Outra favorita. Eu comecei a escrevê-la enquanto Mutt trabalhava numa gravação de Michael Bolton há alguns anos atrás. Não nos víamos muito. Realmente precisamos nos separar e, embora ele estivesse trabalhando no estúdio e eu só conseguia fazer algumas refeições com ele, nós jantávamos juntos. Eu fui visitá-lo por alguns dias na casa de Bolton. Eu estava no andar de cima, esperando por ele e comecei a escrever a música. Sozinha, com meus pensamentos, eu fiquei bem perdida nessa música. Quando a ouço agora, eu viajo. Eu tenho que admitir que provavelmente é minha canção favorita do álbum. E amo onde ela se encaixou no álbum, no seu próprio espaço. É bem íntima, muito simples. E diz muito emocionalmente.”

Whatever You Do! Don’t!

“Os violinos de novo. Essa é uma assinatura do álbum, eu acho e estou feliz por isso porque irei aproveitá-la ao vivo, vai ser bem divertido tocá-la ao vivo com todos esses violinos. Letras muito interessantes. Eu criei algumas palavras nessa música também. Eu sei que elas não existem no dicionário. “Denialville” e claro, criei a expressão “I go Jell-O when you smile”. Elas pertencem à música. Eu fui meio imbecil nessa música mas foi divertido.

Man! I Feel Like A Woman!

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum “É divertido ser mulher. Um monte de coisas que eu faço tem uma perspectiva feminina, poderosa. Não é só o poder feminino, é poder gay. Eu acho que essa música realmente serve para ambos.”

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That Don’t Impress Me Much

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum “Sabe, os rapazes sempre acham que são grande coisa, que os caras de carro sempre conseguem os encontros, sabe? Eu queria parecer “pouco impressionável” e poder dizer “Ah, você tem um carro? Que grande coisa!” Aqui está o cara que trata o carro como o Batmóvel ou algo do tipo. Grande coisa! É sobre o que você tem no coração, não coisas materiais.”

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Honey, I’m Home

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum “É uma irmã de “Any Man Of Mine” porque tem o mesmo tema e a mesma atitude, musicalmente e liricamente, exceto que mais batida. E é divertida. É um bom jeito de colocar. A linha da minha calça apareceu, minha meia desfiou, meio cabelo ficou amassado, são coisas que acontecem frequentemente e que odiamos, coisas que estragam o dia. Sabe, você fica lá enrolando o cabelo e aí vem a umidade e amassa, estraga o dia. Eu queria dizer isso em uma canção porque é verdade, é real. E eu não escrevia sobre algo que não tenha relação.

If You Wanna Touch Her, Ask!

“Essa música tem muito significado. Eu sei como é andar pelo corredor da escola e algum cara resolver apertar seu bumbum só pra te intimidar, ou porque ele pode. Isso me irrita. Eu não gosto quando as pessoas pensam que podem fazer esse tipo de coisa. E isso é de ambos os lados, porque mulheres também fazem isso. Não quero ser dramática, mas a sutileza de invadir alguém assim é totalmente inesquecível.

Há algumas pessoas  quando você vai para um clube que você gosta, mas, pelo amor de Deus, se você for abordar alguém, se você quer que alguém saiba que você está interessado, deixe-me contar uma segredo: talvez ela queira que você a toque, mas pergunte! Você pode se surpreender. Talvez ela diga sim. Talvez ela queira dançar coladinho. Tem algumas linhas bem tênues que às vezes são muito indistinguíveis quando se cruzam que realmente te deixa desconfortável. Essa música é um conselho para os rapazes sobre como abordar uma mulher com um pouco mais de delicadeza e o resultado ainda ser o mesmo. E eu conheço um monte de mulheres que se sentem assim, posso garantir.”

Rock This Country!

Shania Twain conta o que tem a dizer sobre as canções do álbum "Come On Over"

“Quando eu digo “rock”, não é meu tipo de música, mas é um termo. Quando você está arrasando alguma coisa, você arrasa, é como alguém que faz um discurso ótimo, a primeira coisa que você diz é “Ah, você arrasou!” Não é musical, necessariamente, nesse sentido. Queremos arrasar, queremos arrasar com a casa, queremos arrasar o país, queremos arrasar o show, e essa música música tem muito dessa vontade.”

Bônus:

Para quem não sabe, antes do álbum receber o nome de “Come On Over”, Shania imaginou vários outros nomes. Mas por que acabou com esse título?

“Bem, a ideia toda, quando comecei era “No Inhibitions” (Sem inibições), era assim que eu me sentia. Eu ainda acho que seria um bom título mas as reações das pessoas, inicialmente, era que o álbum era grande demais para uma palavra. Eu ouço muito abertamente às críticas construtivas, então, independente como sou, eu tenho ouvidos bem abertos, a mente muito aberta e gostei da resposta. Eu sempre estou procurando por um feedback. Nós tínhamos listado 30 títulos. Nós não sabíamos como chamar o álbum! A música “Come On Over” me deixa feliz quando a ouço. Me deixa num ótimo astral. Estava na lista claro, e todo mundo estava reagindo bem com isso, eles amaram. Era como uma saudação, sabe “Venha cá!” Foi uma boa conversa que tivemos antes, então ela representa bem o álbum. E pareceu certo. Eu senti que era o melhor, então seguimos assim. Digo, não é o título mais criativo do mundo, mas caiu melhor.”

Agora que você já sabe de tudo isso, que tal nos dizer o que acha de tudo isso? Pode deixar seus comentários logo aqui em baixo ou em nossa página no Facebook. A leitura da matéria original, você pode acompanhar nas scans da revista, clicando aqui.

“The Specials”: Conheça o áudio do show em Dallas
20.11.2016
• publicado por Diego Brambilla em Shows

Shania Twain durante show em Dallas, TX. O show foi gravado para um especial da CBS e inserido no DVD Hoje, há 15 anos, foi lançado o DVD “The Specials“, sendo o terceiro DVD da carreira de Shania Twain. Para a montagem do DVD, foram gravados dois especiais para a emissora de TV CBS. Os especiais foram gravados durante shows da turnê “Come On Over”, primeira da carreira de Shania. No Brasil, “The Specials” foi certificado como Ouro, segundo a ABPD, com mais de 50.000 cópias vendidas.

O primeiro concerto é chamado “Winter Break” e foi filmado em Miami, e incluiu cenas de Shania em sua cidade natal de Timmins, Ontário. Ele foi ao ar na CBS em março de 1999. Elton John, Backstreet Boys e Leahy são convidados especiais durante o show.

O segundo especial, intitulado “Come on Over”, foi ao ar em 25 de Novembro de 1999, e seguido de um jogo do Dallas Cowboys, em Dallas. A gravação foi feita especialmente para a TV, e programada para exibição durante o “Dia de Ação de Graças”.

Para esse especial, uma série de filmagens tiveram de ser feitas. No entanto, após a edição do DVD, algumas partes do show foram cortadas. Abaixo, você pode conferir a diferença entre a lista de faixas tocadas e a lista de faixas presente no DVD “The Specials”.

Lista de Faixas do DVD "The Specials" Lista de Faixas do show original
1. Honey I'm Home 1. You Win My Love
2. Rock This Country! 2. Rock This Country!
3. Don't Be Stupid (You Know I Love You) 3. Honey I'm Home
4. Come On Over 4. Don't Be Stupid (You Know I Love You)
5. You’re Still The One 5. Come On Over
6. Man! I Feel Like A Woman! 6. Rock This Country!
7. Any Man Of Mine 7. Come On Over
8. That Don’t Impress Me Much 8. You're Still The One
9. (If You’re Not In It For Love) I’m Outta Here! 9. Man! I Feel Like A Woman!
- 10. Any Man Of Mine
- 11. That Don't Impress Me Much
- 12. (If You’re Not In It For Love) I’m Outta Here!

Um dos fatores que pode explicar o porque da diferença entre a quantidade de músicas, pode ser o fato de “Come On Over” e “Rock This Country!” terem sido gravadas duas vezes. Segundo a própria Shania comenta durante o show, por vezes tiveram de ser feitas pausas e repetições para melhor ajuste das câmeras e da técnica.

Shania Twain durante show em Dallas, TX em 1999. O show foi gravado para um especial da CBS e inserido no DVD "The Specials"

Tivemos acesso ao áudio do show original, gravado diretamente da mesa de som, sabe o que significa? O áudio está em ótima qualidade. Nós colocamos a disposição de todos os fãs em nosso Soundcloud o áudio completo do show, que também está disponível abaixo:

Agora, aproveite e comente logo abaixo o que achou do show original?

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